Jogo responsável

O jogo a dinheiro é uma forma de entretenimento com custo, e não uma fonte de rendimento. Esta página reúne as ferramentas disponíveis e onde procurar ajuda em Portugal.

Sinais a que vale a pena estar atento

Alguns comportamentos indicam que o jogo deixou de ser uma escolha livre: apostar valores que fazem falta para outras despesas, tentar recuperar perdas aumentando as apostas, esconder de familiares quanto se joga, pedir dinheiro emprestado para continuar, ou sentir irritação quando não é possível jogar. Nenhum destes sinais é definitivo isoladamente; todos merecem atenção quando se repetem.

Ferramentas ao nível da conta

A plataforma disponibiliza instrumentos que o jogador aplica à sua própria conta: limites de depósito, limites de aposta, pausas temporárias e encerramento da conta. São medidas de autocontrolo e funcionam ao nível da conta individual. Importa ser exato quanto ao alcance dessas ferramentas. Portugal tem um registo nacional de autoexclusão, o RAEJ, gerido pela entidade reguladora nacional e aplicável aos operadores licenciados no país. Este site não afirma qualquer integração entre esse registo e a plataforma aqui descrita, cuja licença é emitida em Curaçao. Quem pretenda uma autoexclusão de âmbito nacional deve tratá-la junto do RAEJ, de forma autónoma.

Medidas práticas

  • Definir um limite de depósito antes de começar, e não durante a sessão.
  • Fixar um tempo máximo de jogo e usar um alarme fora da plataforma.
  • Nunca aumentar apostas para recuperar perdas — a probabilidade de cada jogada não guarda memória das anteriores.
  • Manter o jogo separado do dinheiro destinado a despesas fixas.
  • Fazer pausas regulares e evitar jogar sob efeito de álcool ou em estados de ansiedade.

Onde procurar apoio em Portugal

O SICAD, Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências, é o organismo público que enquadra a resposta a comportamentos aditivos, incluindo o jogo. O acompanhamento é feito através das unidades de intervenção local e pode ser iniciado pelo médico de família ou por contacto direto com esses serviços. Quem esteja preocupado com a sua relação com o jogo, ou com a de alguém próximo, deve procurar apoio profissional. É um passo comum e existe resposta pública para ele.

Falar com alguém antes de o problema crescer

A procura de ajuda costuma chegar tarde, e quase sempre depois de perdas que já doem. Não precisa de ser assim: a conversa com o médico de família, com um psicólogo ou com uma linha de apoio é útil muito antes de existir um diagnóstico. Falar cedo é o que separa um hábito corrigível de um problema instalado.

Para quem acompanha outra pessoa, há duas coisas que ajudam e uma que não. Ajudam duas: registar factos concretos em vez de impressões e propor acompanhamento profissional sem ultimatos. Não ajuda pagar dívidas de jogo, porque remove a consequência que torna o problema visível e adia a decisão de procurar apoio.

Jogo exclusivo para maiores de 18 anos.